segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Ontem.

E ontem era teu dia, o dia do ano que se não existisse eu não teria razão para me sustentar nas minhas próprias pernas.
Eu escutei tua voz e achei que dali algo viria para mim, e para mais ninguém. Não conseguia não tremer. Meus pensamentos tremiam junto com meu corpo.
E quando eu escutei teu "alô" eu já não tinha palavras para mim mesmo.
Tudo o que eu consegui dizer foi o minimo. E você, de maneira grosseira, como em tantas outras vezes, desprezou tudo.
Ápos aquilo tudo o que eu conseguia pensar era em como eu iria viver sem mim. Você me destrói sempre que é grosso comigo, sempre que me trata com desprezo. Isso me destrói, pelo simples motivo de eu dar minha vida por ti. O que isso significa ? Nada, ou pouquissimo, eu sei. Mas é tudo que tenho agora que não tenho mais você. Não me tenho mais.
E no momento em que começo a ter um certo desconforto ao pensar em ti, o telefone toca. E é você.
Pedindo humildes desculpas pela sua grosseria.
Quando me dá vontade de estourar tua cabeça, você me dá um gostinho de quem você era. Ou ainda é, mas esconde. Você me faz querer-te mais e mais. A cada instante da minha existência. Me faz chorar e me faz sorrir.
Me faz dormir às 3 da manhã por não conseguir fechar os olhos sem pensar em ti e querer pular de alegria por ter te conhecido e depois permitir que meu coração chore para sempre por ter te perdido.
Ontem foi ontem, apenas mas uma dia na minha caminhada por você, por vida, por mim, na mais pura verdade.
Na verdade eu quero é me achar. E sei que me encontrarei dentro de ti, nos teus braços. Ou hoje ou amanhã chegam as cartas. Não sei.
Só tenho medo que você ignore-as completamente.
E no dia em que você não estiver mais liderando meus pensamentos, eu me declararei morta. Porque a vida é pior sem você.

Eu te amo. Menos que amanhã e mais que ontem.
Tua voz ainda me deixa arrepiada.

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